Ciência_Iscte
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Descrição Detalhada da Comunicação
Festivais de arte(s) na Lisboa Pós-Expo’98: definição e apresentação dos casos de estudo
Título Evento
5º Workshop Interno DINÂMIA'CET_Iscte
Ano (publicação definitiva)
2020
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
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Abstract/Resumo
Com a realização da Exposição Mundial Expo’98, Lisboa conheceu um momento de forte investimento não apenas na renovação urbana como também, em particular, na programação cultural. Após esse mega-evento, e numa conjuntura em que se anteviam maiores restrições ao investimento, diversas iniciativas foram sendo levadas a cabo de forma esparsa, ocupando espaços de vária natureza, muitas delas seguindo o modelo do ‘festival’. Esta realidade será objecto de investigação aprofundada no âmbito da dissertação Da revitalização urbana na Lisboa pós-Expo’98: os festivais de arte(s) no espaço público, cujo objectivo final será o de reconhecer marcas e permanências, efeitos de continuidade ou de transformação induzida no território por estas iniciativas que, paradoxalmente, se inscrevem na categoria do ‘efémero’.
Após um exaustivo e inédito levantamento dos festivais que tiveram lugar na cidade de Lisboa entre 1999 e 2009, pudemos efectuar e apresentar oportunamente (Colóquio Territórios Metropolitanos Contemporâneos 2019, ISCTE-IUL e CIUL) uma caracterização abrangente desses mesmos festivais de arte, resultante do tratamento e análise do vasto conjunto de informações recolhidas e sistematizadas em base de dados. A caracterização assentou numa série de análises, de teor quantitativo e qualitativo, recorrendo sempre que necessário a elementos gráficos, e que agrupámos segundo temáticas: número de festivais, distribuição geográfica dos festivais, áreas artísticas, tipos de espaços ocupados, tipos de acesso, tipos de participação dos públicos e, por fim, problemáticas urbanas envolvidas.
Esta fase da investigação, já realizada, contribuiu de uma forma geral para uma perspectiva mais informada sobre o panorama da programação cultural no contexto espacio-temporal mencionado e, em particular, para uma compreensão detalhada do fenómeno ‘festival de arte’, que detêm implicações específicas no âmbito do planeamento urbano e gestão de espaços públicos, bem como das suas tendências de evolução recente. Assim, o conhecimento de que dispomos neste momento, permite-nos proceder a uma selecção de casos de estudo aprofundado a considerar para a discussão acerca do papel deste tipo de iniciativa no âmbito dos processos de revitalização urbana.
Com a presente comunicação procuramos expor e justificar a selecção dos casos de estudo aprofundado, com a preocupação de que estes sejam efectivamente representativos da realidade analisada e, ao mesmo tempo, exemplos operativos para a problematização de fundo a que se propõe a investigação. Os casos de estudo serão um instrumento essencial na metodologia considerada, com vista a desenvolver um conjunto de pesquisas comparativas e de reflexões (a partir de entrevistas e grupos de foco, entre outros elementos) sobre as relações entre os festivais de arte e os territórios concretos onde decorrem.
Considerando as características dos festivais de arte, estabelecemos num primeiro momento uma grelha de critérios para a definição dos casos de estudo, desejavelmente em número de três, e tendo em conta: 1) Modelo de concepção e gestão; 2) Dimensão; 3) Distribuição geográfica; 4) Área(s) artística(s); 5) Participação do(s) público(s); 6) Preocupação com problemáticas urbanas; 7) Continuidade temporal. Cada um destes parâmetros, ainda que de modo variável, determina o perfil e a relevância dos casos, pelo tipo de acção, eventos, temáticas, sua concretização e alcance. Alguns dos critérios apresentam variantes marcadamente objectivas e sistematizáveis, de que são exemplo os seguintes: 1) o modelo de concepção/gestão abrange iniciativa pública, iniciativa privada com financiamento público, iniciativa privada com apoios privados (e, claro, modelos mistos); 3) áreas correspondentes às freguesias da cidade; 4) disciplinas artísticas já parametrizadas, destacando-se a dominância/crescimento de festivais ‘multi-artes’, ou seja, os que incluem diversas áreas disciplinares; 5) público como mero espectador, participação pontual em algumas actividades, participação efectiva e integrada do público e/ou comunidades na programação e/ou criação. Outros critérios, ainda que também objectivos, pressupõem uma observação mais flexível e qualitativa das suas variantes: 2) a dimensão de um festival pode depender de variáveis como a sua duração, número de eventos, número de criadores envolvidos, número de espaços ocupados, número relativo a público ou mesmo orçamento (quando esta informação está disponível); 6) quando presentes - e em graus diferentes -, as temáticas urbanas registadas são muito diversas, destacando-se as questões da multiculturalidade/interculturalidade; 7) continuidade temporal (sentido esporádico ou de continuidade de um festival, em diferentes condições).
Num segundo momento, propomos e justificamos a definição dos seguintes três casos de estudo: caso A - Festival TODOS - Caminhada de Culturas; caso B - Iniciativas da Extra]muros[ - Associação Cultural para a Cidade (Lisboa Capital do Nada - Marvila, 2001 e Luzboa - Bienal Internacional da Luz em Lisboa); caso C: Festival Urbano Pedras d’Água (PEDRAS - pessoas e lugares). Para tal, apresentamos os casos seleccionados, enquadrando-os na desejável representatividade para cada um dos critérios e respectivas variantes e expondo as razões pelas quais constituem casos significativos e emblemáticos no contexto das principais tendências dominantes que modelam a evolução - e o notório crescimento - dos festivais de arte na cidade de Lisboa após a Expo’98.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
festivais de artes,espaço público,revitalização urbana,Lisboa
Registos de financiamentos
| Referência de financiamento | Entidade Financiadora |
|---|---|
| BD/140838/2018 | Fundação para a Ciência e a Tecnologia |
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