Artigo em revista científica
Intolerância religiosa e a demonização de religiões de matriz Africana na “Pandemônia”
Maycon Rodrigo da Silveira Torres (Torres, M. R. da S.); Natasha Martins (Martins, N.);
Título Revista
Relegens Thréskera
Ano (publicação definitiva)
2021
Língua
Português
País
Brasil
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N.º de citações: 0

(Última verificação: 2026-04-03 21:54)

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(Inglês) Religious intolerance and demonization of African source religions at “Pademonia”

Abstract/Resumo
Identifica-se o racismo como problema estrutural da sociedade ao cotejar os casos de violência e preconceito contra as religiões de matrizes africanas no Brasil, O trabalho analisa a intolerância religiosa como reflexo do processo de colonização do país que ainda reflete no comportamento fenomenológico da atualidade pelo processo de demonização de determinadas entidades. Exu é uma das figuras que melhor representa o afastamento imposto sobre as culturas africanas, o que inclusive condiciona sua incompreensão por parte da população brasileira, predominante negra. A demonização desta divindade africana em específico, retrata heranças da moralidade e medos europeus estimulados durante a Idade Média, ligados principalmente à doenças e à sexualidade. Atributos pejorativos a Exu, como “Exu Corona” ou “Pandemônia”, indicam processo de demonização de divindades de religião de matriz africana como forma de canalizar angústias sociais para ganhos próprios. O processo de educação religiosa pode ser importante meio de transformação social pela problematização do contraste entre essência e aparência associados a Exu como forma de resistência.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Exu,Intolerância,Demônio,Candomblé