Scientific journal paper
Intolerância religiosa e a demonização de religiões de matriz Africana na “Pandemônia”
Maycon Rodrigo da Silveira Torres (Torres, M. R. da S.); Natasha Martins (Martins, N.);
Journal Title
Relegens Thréskera
Year (definitive publication)
2021
Language
Portuguese
Country
Brazil
More Information
Web of Science®

Times Cited: 0

(Last checked: 2026-04-12 12:07)

View record in Web of Science®

Scopus

This publication is not indexed in Scopus

Google Scholar

This publication is not indexed in Google Scholar

This publication is not indexed in Overton

Alternative Titles

(English) Religious intolerance and demonization of African source religions at “Pademonia”

Abstract
Identifica-se o racismo como problema estrutural da sociedade ao cotejar os casos de violência e preconceito contra as religiões de matrizes africanas no Brasil, O trabalho analisa a intolerância religiosa como reflexo do processo de colonização do país que ainda reflete no comportamento fenomenológico da atualidade pelo processo de demonização de determinadas entidades. Exu é uma das figuras que melhor representa o afastamento imposto sobre as culturas africanas, o que inclusive condiciona sua incompreensão por parte da população brasileira, predominante negra. A demonização desta divindade africana em específico, retrata heranças da moralidade e medos europeus estimulados durante a Idade Média, ligados principalmente à doenças e à sexualidade. Atributos pejorativos a Exu, como “Exu Corona” ou “Pandemônia”, indicam processo de demonização de divindades de religião de matriz africana como forma de canalizar angústias sociais para ganhos próprios. O processo de educação religiosa pode ser importante meio de transformação social pela problematização do contraste entre essência e aparência associados a Exu como forma de resistência.
Acknowledgements
--
Keywords
Exu,Intolerância,Demônio,Candomblé