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Na Pele do Leão de Gaza: O Simbolismo de Gungunhana para Samora Machel
Andrea Vacha (Vacha, A.);
Event Title
50 Anos das Independências das Colónias Portuguesas em África: Histórias, Processos, Legados e Memórias Conferência Internacional
Year (definitive publication)
2025
Language
Portuguese
Country
Portugal
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(Last checked: 2026-06-01 16:58)

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Abstract
Na guerra de libertação colonial moçambicana, a figura do último rei de Gaza, Gungunhana, tornou-se um símbolo de resistência. A analogia com a resistência de Gaza, refletiu-se na nomeação de bases da FRELIMO com o nome "Gungunhana". Após a independência, o derrube da estátua do herói colonial Mouzinho de Albuquerque veio reverter a retorica colonialista. A jovem nação, em busca de heróis deu início a um controverso processo de fabricação de Gungunhana como herói anticolonial, marcado pela demolição e reconstrução de memoriais de batalhas daquela que, alguns consideram a primeira guerra colonial (1894-97). Em 1985, dez dias antes do décimo aniversário da independência, Maputo acolheu os restos mortais de Gungunhana trasladados dos Açores, numa cerimônia apoteótica que simbolizou tanto a reconciliação com Portugal quanto um apelo à unidade nacional durante a guerra civil. Acima de tudo consagrou a união entre Gungunhana, herói da resistência anticolonial, com o líder da libertação nacional Samora Machel. Ambos oriundos de Gaza, ambos líderes carismáticos, mas também divisivos. De alguma forma foi também o canto do cisne do Presidente Machel antes da morte no ano sucessivo, depois de onze anos no poder curiosamente o mesmo tempo que Gungunhana governou antes de ser deportado.
Acknowledgements
Instituto de História Contemporânea
Keywords
Guerra de libertação,Ngungunhane,Samora Machel,heróis nacionais,memoria coletiva.