Capítulo de livro
O TRABALHO NAS ARTES PERFORMATIVAS NA ERA COVID-19: DA URGÊNCIA AO POTENCIAL DA MUDANÇA NAS ORGANIZAÇÕES E NAS TRAJETÓRIAS DE CARREIRA ARTÍSTICAS
Vera Borges (Borges, V.);
Título Livro
cadernos da Pandemia
Ano
2020
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
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Abstract/Resumo
O trabalho artístico tem sido alvo de muitas e profundas transformações que se agravam em períodos de crise, como este que vivemos associado ao Covid-19. A rápida e vasta propagação do vírus e os seus efeitos radicais levaram ao cancelamento dos espetáculos ao vivo e ao encerramento dos espaços culturais. Nestes espaços incluem-se teatros, salas de ensaios e estúdios de dança, teatro, música, filmagens, salas de concertos, espaços lúdicos e recreativos. Em Portugal, como nos outros países europeus e um pouco por todo o mundo, o trabalho dos profissionais dos setores culturais e artísticos foi dos mais afetados, em especial, no domínio das artes performativas. Não é de estranhar, as condições de trabalho destes profissionais são as mais vulneráveis e precárias, as suas trajetórias de carreira as mais incertas e as desigualdades em relação ao volume de trabalho e aos rendimentos auferidos são assinaláveis, face à situação dos sistemas de produção das indústrias culturais e de outros setores de atividade. A investigação feita nos últimos 20 anos e os testemunhos dos artistas e profissionais das artes retratavam a situação e denunciavam o seu agravamento, desde 2008. Neste texto, analisa-se como é que as políticas públicas e as organizações gerem e enfrentam a crise, concluindo-se que, depois da urgência, são estas organizações e estas pessoas o nosso maior potencial para a mudança nas artes.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave