Artigo em revista científica
A batida do gueto: música e diáspora nas periferias de Lisboa
Otávio Raposo (Raposo, Otávio);
Título Revista
Horizontes Antropológicos
Ano (publicação definitiva)
2026
Língua
Português
País
Brasil
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Abstract/Resumo
O maior acesso às tecnologias digitais abriu novas oportunidades para as intervenções estéticas dos jovens afrodescendentes de territórios marginalizados. A consolidação de um conjunto de ritmos afrodiaspóricos (rap crioulo, batida, kuduro, afrobeat) na capital portuguesa protagonizado por jovens negros é exemplar desse processo, em que as novas tecnologias ampliaram as possibilidades de hibridização cultural, bem como de produção, circulação e consumo musical. Se a invisibilidade da presença negra e africana em Portugal tem sido posta em causa nos últimos anos pela explosão mediática desses estilos musicais, importa aprofundar características fundamentais que acompanham o processo criativo dos seus agentes: hibridização, cosmopolitismo e resistência. A partir de um dos estilos musicais de maior sucesso nas pistas de dança da capital portuguesa - batida - este artigo examina a influência dos ritmos afrodiaspóricos na produção de novos saberes, pertencimentos e imaginários numa perspectiva decolonial, bem como na promoção da cultura negra e africana em Portugal.
Agradecimentos/Acknowledgements
Este artigo foi produzido no âmbito do projeto Criatividades Periféricas: juventude, artes e políticas públicas em territórios segregados – PERICREATIVITY (referência: 2022.08993.PTDC), financiado pelo Governo Português através da Fundação para a Ciência
Palavras-chave
juventude,diáspora,música,negritude
Registos de financiamentos
Referência de financiamento Entidade Financiadora
2022.08993.PTDC da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)