Projetos de Investigação
Mapeamento da agência de África no domínio da segurança marítima no meio da crescente insegurança no Golfo da Guiné: uma análise de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe)
Bolseira de Doutoramento
Desde 2012, as preocupações com a segurança marítima na África Ocidental aumentaram significativamente, com os casos de pirataria quase a duplicarem até 2018 e tornando o Golfo da Guiné (GoG) um dos espaços marítimos mais inseguros do mundo (Otto, 2014; IMB, 2018; One Earth Future, 2020). Embora a riqueza submarina e a posição geográfica relevante tenham transformado o GoG num espaço geoestratégico político, económico, comercial e energético (Kornegay e Landsberg, 2009; Cheru e Obi, 2011), também favoreceram o surgimento de ameaças violentas e tensões sociais pelo acesso, controlo e gestão da área e dos seus recursos (Bassou, 2017; WEF, 2019). Os casos crescentes de pirataria, assaltos à mão armada, roubo de petróleo bruto, contrabando ilegal de petróleo, pesca ilegal não regulamentada, poluição marinha, tráfico e contrabando ilícito de drogas e seres humanos, visando principalmente navios petroleiros e sequestrando navios e tripulações, tornaram-se uma grande preocupação de segurança não apenas na região, mas em todo o mundo (ICG, 2012). Devido à dinâmica da globalização, as ameaças à segurança local assumiram um caráter transnacional, espalhando-se não apenas para áreas geograficamente próximas, mas ultrapassando fronteiras e assumindo dimensões globais, exigindo intervenções conjuntas multilaterais para manter a estabilidade e a segurança (Rasheed, 1996, Gilpin, 2004). O continente africano é caracterizado por uma longa história de presença e envolvimento externos no seu território, com diferentes atores internacionais (tanto Estados como organizações internacionais) a gerir diretamente os seus setores económico, político, social e de segurança, entre outros. Logo após o 11 de setembro e no âmbito da Guerra contra o Terror, surgiram preocupações com a transnacionalização das ameaças à segurança, o que resultou na promoção de um processo de securitização (Buzan e Waever, 2003) de África e do seu desenvolvimento (Abrahamsen, 2005; Aimé, 2013). As estruturas e capa...
Informação do Projeto
2020-10-01
2024-09-30
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