A sequência das promessas partidárias: Da decisão sobre o que prometer às consequências do (in)cumprimento do mandato
Assistente de Investigação
Apoiando-se numa nova abordagem de métodos mistos, o projecto visa responder às seguintes lacunas da pesquisa: como os partidos concebem e cumprem os seus programas eleitorais; porque os governos minoritários cumprem mais; se há diferença no cumprimento em função do grupo social, e quais as consequências do incumprimento na responsabilização e polarização. A equipa detém a diversidade de competências científicas requerida.
Equipa de investigação:
Ana Maria Belchior (Coord.); Theres Matthieß; Isabelle Guinaudeau; Emmanouil Tsatsanis; Pedro Silveira; Susana Rogeiro Nina; Deiss-Helbig Elisa; Filipe Pacheco
Informação do Projeto
2026-01-01
2028-12-11
Parceiros do Projeto
- CIES-Iscte - Líder
O Uso das Redes Sociais por parte das Juventudes Partidárias: Um Estudo Comparativo entre a Juventude do Chega e os Jovens Liberais
Bolseira
A digitalização da comunicação política, especialmente em períodos de campanha, é hoje uma realidade não negligenciável. A literatura evidencia que os partidos de direita radical são particularmente propícios a utilizar a comunicação política digital como uma voz alternativa para captar eleitorado menos propenso à participação política convencional – em Portugal, os jovens. Ainda assim, a atividade online das juventudes dos partidos não tem sido estudada, apesar de os cidadãos mais jovens serem os maiores utilizadores das redes sociais. Neste trabalho, analisamos os comportamentos digitais (no X e Instagram) das juventudes partidárias do Partido Chega e da Iniciativa Liberal, dois partidos de direita e com presença recente no parlamento nacional, em período de campanha para as Eleições Legislativas e para as Eleições Europeias de 2024. Partindo das diferenças de abordagem temática de cada Juventude, testámos e concluímos que a Juventude do Chega faz mais uso de frames de conflito do que os Jovens Liberais. Com recurso a análise multivariada, testámos também se os frames de conflito e de populismo, quando usados na rede X, amplificam o engagement de forma significativamente desproporcional, tendo apenas alguns resultados significativos indicativos de uma combinação específica de populismo e rede social que impacta o crescimento das interações digitais. É discutida a grande robustez da teoria perante este segundo resultado que em parte a contraria, bem como a capacidade de inferência destes resultados para campanhas vindouras.
Orientação: José Santana Pereira (CIES-Iscte)
Informação do Projeto
2024-09-01
2024-11-30
Parceiros do Projeto
English