Lista de Projetos

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Nas últimas duas décadas, o setor público da saúde em Portugal tem sido marcado por processos de empresarialização da gestão, inspirados nos princípios da New Public Management, que introduziram modelos orientados para eficiência, contratualização e gestão por resultados. Embora a literatura aponte ganhos económicos, persistem lacunas críticas quanto aos impactos destes modelos na qualidade, humanização e eficácia dos cuidados, especialmente em profissões centradas na relação e na proteção de populações vulneráveis, como o Serviço Social Hospitalar. Este projeto visa analisar de que modo a empresarialização da gestão no SNS, particularmente nas Entidades Públicas Empresariais (E.P.E.) - nomeadamente as Unidades Locais de Saúde (ULS) e os Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) - influencia [u1.1] a identidade profissional, a autonomia técnica, a perceção de eficácia assistencial e a qualidade da intervenção do Serviço Social Hospitalar, x[u2.1] considerando também o bem-estar dos Assistentes Sociais. Pretende-se compreender [u3.1] como a experiência em diferentes modelos de gestão ao longo do tempo - incluindo anteriores Parcerias Público-Privadas (PPP) ou administração direta - influencia as perceções atuais dos profissionais que hoje exercem funções em E.P.E., permitindo analisar se a vivência em modelos distintos dentro da mesma organização ou ao longo da carreira contribui para diferenças na identidade profissional, autonomia técnica e perceção de eficácia assistencial. O estudo adotará um desenho quantitativo comparativo [u4.1], recorrendo a instrumentos validados para avaliar identidade profissional, conflitos éticos, perceção de eficácia, qualidade e humanização dos cuidados, motivação, satisfação e burnout. A análise incluirá técnicas estatísticas multivariadas, visando construir modelos explicativos sobre o papel mediador da autonomia profissional e dos valores ético-deontológicos na relação entre empresarialização e resultados assistenciais. Espera-se...
Informação do Projeto
2026-03-01
2026-12-31
Parceiros do Projeto
Este projeto é motivado pelos efeitos nocivos que o assédio e o abuso sexual (SHA) no desporto representa para as atletas femininas, as organizações desportivas e a sociedade. O SHA é um dos principais desafios da política desportiva internacional contemporânea. A cobertura mediática de casos e o crescente número de denúncias de SHA em todos os desportos e níveis também colocou o tema na agenda de diversas organizações internacionais e aumentou o interesse académico.
Informação do Projeto
2026-02-16
2027-08-15
Parceiros do Projeto
Culturas Urbanas Radicais [RUC] investiga as ecologias políticas dos entrelaçamentos urbano-alimentares-solo no Antropoceno, no contexto da crise global do solo, examinando o fenômeno emergente do Vinho Natural [VN]. O VN é uma abordagem à vinificação de intervenção mínima, que desafia normas, práticas e imaginários associados à viticultura 'convencional' e à sua cultura ‘industrial’ (Legeron2020), e reúne produtores rurais e consumidores urbanos em uma comunidade global de distribuidores, estabelecimentos e associações. RUC compreende o VN como um fenômeno socioecológico que emerge na interseção de três culturas: 1. Uma ‘cultura do solo’ mais-que-humana (Puig2015), composta por bactérias, fungos, arqueias, insetos, plantas e humanos que compõem seu ‘terroir’ (Pavoni2020) 2. Uma (contra)cultura formada por valores, normas e práticas alternativas ao sistema agroalimentar industrial 3. Uma ‘atmocultura’ urbana criada pelos espaços urbanos onde é consumido (Brighenti&Pavoni2017) RUC entende o VN como: intrinsecamente urbano, por depender de economias politicas, estéticas e supply chains urbanas; e radical, por ser informado por um imaginário ecológico que desafia a ‘gramática de propósitos, meios e valores’ do sistema agroalimentar industrial (Pellizzoni2023:183; Gonzalez&Parga-Dans2023). A cultura urbana radical do VN emerge das circulações e fricções entre as ecologias mais-quehumanas de produção que o compõem, os imaginários alternativos que o alimentam, e as atmosferas urbanas através das quais é consumido. A crise global do solo (FAO2021) resulta da redução exploratória do solo a um recurso inerte para uso e extração humana, sistematicamente ocultando, poluindo e esgotando sua vitalidade ecológica. Se, como mostram os ativistas do solo, forjar futuros habitáveis no Antropoceno exige reimaginar as relações humano-solo além dos paradigmas existentes (Puig2015), isso não é apenas um esforço rural, mas também urbano. As relações urbano-alimentares—onde o sist...
Informação do Projeto
2026-02-16
2027-08-15
Parceiros do Projeto
FAMA dá grande ênfase à participação inclusiva, ao design sensível às questões de género e ao acesso digital, com uma plataforma multilingue para ampliar o seu alcance. Ao ligar educação, diálogo e defesa de causas, a FAMA capacita os cidadãos para salvaguardar os valores democráticos na era digital.
Informação do Projeto
2026-02-02
2028-02-01
Parceiros do Projeto
Nos últimos anos, Portugal e Espanha têm assistido a um desenrolar público e ao mesmo tempo controverso de políticas de memória sobre os seus passados violentos (coloniais, fascistas). Se em Portugal as atuais comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos e da independência das suas antigas colónias suscitaram debates sobre processos hegemónicos e oficiais versus alternativos de patrimonialização e o silenciamento de memórias do seu passado colonial, em Espanha a trajetória social da Lei da Memória Histórica desde a sua implementação em 2007 tem sido marcada por diferentes instâncias de disputa política e “lawfare”. Isto recorda-nos que a memória não é apenas (no sentido freudianos e sociológico) um território contestado, mas também que os processos de memória e herança são intervenções e mobilizações contingentes em conjuntos "disponíveis" determinados por hegemonias políticas (Samuels 2018). A questão mantém-se pertinente e ativa: o que motiva as mobilizações para preservação e arquivo (Derrida 1996), e que mobilizações se tornam hegemónicas ou marginalizadas no campo da memória que se gera? E mais importante, quais os custos epistemológicos, políticos e éticos de tais mobilizações? Que memórias se tornam invisíveis/indetetáveis/impossíveis no processo? Esta formulação equipara, portanto, os processos de memória e património, em particular os relacionados com a violência do passado, a mobilizações sociais necessariamente conflituosas que incorporam problemas de justiça, direitos humanos e reparações. A este respeito, embora a contribuição do património para a paz, a democracia e os direitos humanos tenha sido recorrentemente formulada através de canais políticos e académicos desde a sua formulação no âmbito da UNESCO, existe ainda um conhecimento e uma compreensão insuficientes dos contextos em que a patrimonialização contribui para a injustiça social através de processos de imposição, hegemonia, amnésia e silenciamento – em particular no que diz respeito às me...
Informação do Projeto
2026-02-01
2027-07-31
Parceiros do Projeto