Ciência_Iscte
Publicações
Descrição Detalhada da Publicação
Ambientes Urbanos “Amigos da Idade” na Redução do Idadismo e na Promoção do Bem-Estar e da Saúde Mental
Título Revista/Livro/Outro
XII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
Ano (publicação definitiva)
2025
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
Web of Science®
Esta publicação não está indexada na Web of Science®
Scopus
Esta publicação não está indexada na Scopus
Google Scholar
Esta publicação não está indexada no Google Scholar
Esta publicação não está indexada no Overton
Abstract/Resumo
À medida que as cidades evoluem, torna-se fundamental compreender como o
ambiente urbano pode contribuir para o bem-estar e a saúde mental dos seus habitantes. Neste
contexto, o presente estudo investiga se a perceção dos residentes de Lisboa de que os seus
bairros são “amigos da idade” está associada a níveis reduzidos de idadismo, promovendo, assim,
maior bem-estar e menor níveis de sofrimento psicológico. Adicionalmente, analisámos se essas
relações variam conforme o grupo etário dos participantes. Foram recolhidos dados online de 583
participantes, distribuídos em três faixas etárias: pessoas mais jovens (18–34 anos), pessoas de
meia-idade (35–64 anos) e pessoas mais velhas (65+ anos). A perceção dos bairros foi avaliada
com base em quatro dimensões: qualidade dos espaços públicos, infraestruturas verdes, oferta de
atividades sociais e de lazer e acessibilidade a amenidades públicas. O idadismo foi mensurado
por indicadores de perceção de discriminação por conta da idade, enquanto as variáveis
dependentes englobaram indicadores de bem-estar e saúde mental. Utilizando modelação por
equações estruturais, observou-se que, para os grupos de pessoas de meia-idade e mais velhas,
perceções mais positivas dos bairros correlacionaram-se com níveis significativamente inferiores
de idadismo (35–64 anos: a₂ –0,207, p = 0,005; 65+ anos: a₃ = –0,239, p = 0,019), efeito não
verificado no grupo de pessoas mais jovens (a₁ = –0,046, p = 0,676). Subsequentemente, níveis
mais baixos de idadismo associaram-se a maior bem-estar (b₁ = –0,184, p = 0,001) e menor
sofrimento psicológico (b₂ = 0,195, p = 0,001), com efeitos indiretos significativos para os grupos de
pessoas de meia-idade e mais velhas. Em suma, os resultados sugerem que a perceção de um
ambiente urbano inclusivo pode reduzir o idadismo e, por meio desse mecanismo, promover o
bem-estar e diminuir o sofrimento psicológico, sobretudo entre adultos de meia-idade e pessoas
mais velhas.
Agradecimentos/Acknowledgements
--
Palavras-chave
English