Publicação em atas de evento científico
'Nós não precisamos de ajuda’: Materialidade e ética em O Sangue, de Pedro Costa
Sofia Sampaio (Sampaio, S.);
Atas do II Encontro Anual da AIM
Ano (publicação definitiva)
2013
Língua
Português
País
Portugal
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N.º de citações: 2

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Abstract/Resumo
Quando a primeira longa-metragem de Pedro Costa estreou, em 1990, foi elogiada pela sua singularidade e frescura. Distanciando-se quer dos filmes comerciais que tentavam agradar ao público quer do cinema de autor da ‘Escola Portuguesa’ que continuava a colher reconhecimento internacional, O Sangue parecia mais preocupado em celebrar o cinema — e em resgatar um certo sentido primordial do que é fazer cinema — do que propriamente em contar uma história ou construir uma qualquer alegoria de ‘portugalidade’. A beleza do filme encorajou leituras estético-filosóficas em torno de valores universais (amor, paternidade, infância), frequentemente associados a uma espécie de pureza ontológica. No entanto, insistindo na ideia de que o cinema é uma arte profundamente material (e materialista), proponho analisar os conteúdos histórico-geográficos deste filme (tais como lugares, objetos e espaços públicos e privados), para sugerir que a partir deles é possível, não apenas traçar as grandes transformações sociais que se faziam sentir no Portugal dos anos 1980, mas também vislumbrar o esboço de uma resposta ético-política a essas transformações.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Materialidade,Ética,Pedro Costa,Anos 1980