Susana Santos é socióloga (Doutorada em Sociologia pelo Iscte em 2012), professora auxiliar no Iscte e investigadora integrada no CIES-Iscte, inserida no grupo "Desigualdades, Trabalho e Bem-Estar Social". O seu percurso é definido por uma abordagem interdisciplinar à Sociologia do Direito, centrando-se particularmente na profissão jurídica, nas grandes sociedades de advogados e na interseção entre o direito e a economia.
Susana Santos desempenha cargos de liderança internacionais e nacionais de relevo nesta área. É membro da direção (Board Member) do Comité de Investigação em Sociologia do Direito (RCSL) da Associação Internacional de Sociologia (2023–2027) e cocoordenadora da secção de "Sociologia do Direito e da Justiça" da Associação Portuguesa de Sociologia (APS). Um marco na sua carreira foi o exercício de funções como copresidente (Co-Chair) do Comité Organizador Local do 7th Global Meeting on Law & Society em 2022. Foi também a presidente do júri do Prémio Podgórecki 2025.
A sua investigação explora a socialização das elites jurídicas, o impacto da globalização nos percursos profissionais e as desigualdades de género nas grandes sociedades de advogados. Mais recentemente, o seu trabalho tem-se focado na "codificação do capital", inspirado pela obra de Katharina Pistor. Investiga como os advogados de negócios atuam como mediadores entre empresas transnacionais e Estados, transformando ativos em capital e influenciando a produção de riqueza e a desigualdade.
Um aspeto significativo da sua extensão profissional é a longa colaboração com o Centro de Estudos Judiciários (CEJ). Entre 2012 e 2022, serviu como membro do júri nas provas de admissão de diversos cursos de formação para magistrados judiciais e do Ministério Público, bem como para os Tribunais Administrativos e Fiscais (TAF). Este papel institucional está estreitamente ligado aos seus estudos sobre tribunais e acesso à justiça, onde analisa:
- Reformas do Sistema Judicial: Analisando os impactos das políticas de justiça e das reformas processuais na eficiência do sistema.
- Diálogo Institucional: Facilitando ligações entre a academia e as associações profissionais de direito, incluindo o CEJ e o Conselho Superior da Magistratura.
- Subalternidade e Opinião Pública: Investigando a "construção da opinião pública" no sistema de justiça criminal e a representação jurídica de grupos marginalizados.
- Ética e Monitorização da Fraude: Participando no think tank da Procuradoria-Geral da República sobre riscos de fraude em recursos financeiros da União Europeia, estabelecendo a ponte entre a sociologia e a supervisão judicial
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