Lista de Projetos
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O presente projecto de investigação pretendeu avaliar algumas questões teóricas e metodológicas na área de investigação da violência nos videojogos através da integração da contribuição de diferentes linhas de investigação. A nível teórico, o Modelo Geral da Agressão é considerado uma abordagem adequada, e integra várias teorias anteriores da agressão. Os autores expandiram o modelo para explicar os efeitos de dessensibilização, sustentando que jogar jogos violentos (JV) pode dessensibilizar os indivíduos à violência, através de exposições a curto e a longo-prazo. No entanto, poucos estudos na área de investigação da violência dos media avaliaram os efeitos de jogar JVs na dessensibilização e os que investigaram apenas se basearam em indicadores fisiológicos de activação. Na nossa perspectiva, para que seja possível clarificar o fenómeno de dessensibilização emocional devemos integrar os resultados que advêm de abordagens teóricas das emoções. Com base no Modelo Circumplexo do Afecto, os nossos estudos prévios avaliaram as duas dimensões de emoção propostas (activação e valência) medindo as respostas de condutância da pele (SCR) (uma medida de activação) e usando medidas de auto-relato de activação e de valência. Em ambos os estudos verificámos que aqueles que jogaram o JV, por comparação com a condição de jogo não violento, sentiram menor desprazer perante imagens de violência da vida-real. Assim, na nossa perspectiva, a valência (a dimensão desprazer-prazer) mostrou ser relevante para explicar as respostas afectivas em relação à violência (i.e., dessensibilização emocional). A possibilidade de que estas respostas emocionais pudessem explicar a relação entre jogar JVs e a agressão foi posteriormente analisada. Verificámos que aqueles que sentiram menor desconforto com a violência da vida-real foram mais agressivos em relação a outra pessoa; esta dimensão mediou parcialmente o efeito de jogar um JV na agressão. Atendendo a esses resultados, considerámos que seria re...
No contexto recente da União Europeia, os assuntos relacionados com as migrações tomaram uma importância fundamental na actividade governamental, criando a necessidade de estudar, categorizar e apoiar as populações migrantes, assim como promover a sua integração. Deste modo, um enorme esforço financeiro foi realizado ao nivel nacional e supra-nacional no desenvolvimento de políticas e implementação de programas com o intuito de expandir uma rede de apoio social responsável por acompanhar e monitorizar a integração dos migrantes. Estes programas, na nossa perspectiva, gravitam em torno do que iremos chamar a dicotomia vulnerabilidade/risco. Por um lado, existe a representação que habitualmente relaciona os imigrantes com o desvio e a criminalidade, a falta de competências sociais e a insegurança, constituindo deste modo um risco para a sociedade. Por outro lado, eles são também vistos como pessoas em dificuldade, vítimas de um desenraizamento traumático, necessitados e desprotegidos, num estado permanente de vulnerabilidade. Esta dicotomia constrói a ideia de que existe algo intrinsecamente 'problemático' na condição ser imigrante requerendo, portanto, 'soluções' para controlar 'comportamentos de risco' e cuidar de 'estados vulneráveis'. Desta forma, o principal objectivo deste projecto é, em vez de partir do pressuposto de que a vulnerabilidade e o risco são condições naturais da migração, analisar o sector de apoio social aos imigrantes no Portugal contemporâneo, fazendo uma muito necessária avaliação crítica - através da análise etnográfica de diversos contextos - de como estas políticas se efectivam e afectam a vida das populações migrantes. O projecto irá investigar como estas intervenções pretendem construir formas normativas de cidadania e subjectividade, fundadas habitualmente em assumpções morais culturalmente específicas de cariz etnocêntrico. Consequentemente, pretendemos documentar e avaliar a violência institucional, social e cultural com que os migrante...
Informação do Projeto
2010-01-15
2013-07-14
Parceiros do Projeto
Este projecto de investigação centra-se nos programas de saúde contra a tripanossomíase humana africana (THA) em Angola, desde 1900 até ao presente. A incidência desta doença (conhecida como doença do sono) em Angola não foi tratada pelas ciências sociais, hiato que esta investigação pretende colmatar. Esta pesquisa continua o trabalho previamente realizado sobre as missões contra doença do sono da Companhia de Diamantes de Angola (Diamang) 1917-1975, e pelo desafio lançado pelo africanista Frederick Cooper e pela antropóloga Ann Stoler para revelar qual o legado colonial nas linguagens da saúde e da doença, e no acesso aos cuidados de saúde em populações contemporâneas. (Varanda, 2001,2004, 2007; Cooper and Stoler, 1997) Para atingir este objectivo, este projecto pretende ser interdisciplinar, abarcando exemplos da história da medicina, caracterização epidemiológica e problematização antropológica. O traço diacrónico subjacente a este estudo, conjuntamente com a abordagem analítica dos diferentes níveis em jogo - da metrópole/global ao local, da legislação e programas às práticas médicas, da imposição colonial da biomedicina e medidas de saúde pública pós-independência às tensões, negociações e respostas e representações da população local sobre doença, vector (mosca tsé-tsé), e manifestações neurológicas da HAT nos doentes - proporcionam um terreno fértil para a reflexão sobre continuidades e rupturas entre os dois contextos. Das espécies de tripanossomas que infectam o homem, este projecto centra-se na incidência do Tripanossoma brucei gambiense, causador da forma mais crónica da doença que, quando não tratada, causa a morte em 2 ou 3 anos. O primeiro caso registado de THA em Angola data de 1870, enquanto que a primeira missão de estudo da doença remonta a 1901. A doença alastrou, afectando mais de dez mil pessoas nos anos 40. Foi criado um serviço estatal especializado para detectar a THA e paulatinamente reverter este quadro dantesco. Nas vésperas da independên...
Informação do Projeto
2010-01-15
2013-01-14
Parceiros do Projeto
- CRIA-Iscte
- ICCT - (Portugal)
- IHMT/UNL - (Portugal)
Os seguintes pontos pretendem sintetizar os elementos e as dinâmicas da criminalização política no Estado Novo: 1. Continuidades e descontinuidades da criminalização política na reformulação autoritária do sistema político: instituições e legislação repressivas herdadas pelo Estado Novo do anterior sistema político, novas instituições e novas leis e reinterpretação de leis e instituições existentes; 2. Do processo de consolidação ao pós-guerra (1933-1949): desmobilização da anterior elite republicana e das oposições comunistas e anarquistas através das prisões políticas e da “depuração” da função pública; 3. Operacionalização da criminalização política em relação ao processo político e aos níveis de mobilização bottom down: os “anos de chumbo” e a “oposição desmobilizada” (1949-1958); eleições Delgado, guerra colonial e ciclo de protesto (1958-1969); o Marcelismo entre abertura das oportunidades, radicalização do conflito e recrudescimento da repressão (1968-1974); 4. “Repertoires of demobilization”: o que o Estado Novo partilha com as coevas democracias ocidentais e seus elementos específicos.
Informação do Projeto
2010-01-04
2013-06-30
Parceiros do Projeto
- CIES-Iscte - Líder
O projecto pretende publicar on-line e estudar de forma interdisciplinar um corpus de documentos do século XX da autoria de gente vulgar. Trata-se de uma amostra de 2.000 cartas extraídas de um universo de milhões de missivas.
Informação do Projeto
2010-01-04
2013-07-03
Parceiros do Projeto
- CIES-Iscte
- CLUL - Líder (Portugal)
Página 298
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