Lista de Projetos
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Este projeto examina como os contextos dos serviços de saúde online e offline moldam julgamentos e decisões, com foco na redução das desigualdades na saúde. Com base na teoria do nível de interpretação, investiga como o aumento da distância psicológica dos serviços de saúde eletrónica influencia a confiança nos prestadores, os comportamentos de procura de ajuda — especialmente entre grupos estigmatizados — e as preferências por tratamentos mais globais e baseados no significado, particularmente na saúde mental. Embora os contextos online possam promover a acessibilidade e reduzir o estigma, eles também podem aumentar a dependência de estereótipos e preconceitos na tomada de decisões. A pesquisa visa desenvolver estratégias e diretrizes políticas que mitiguem esses riscos, apoiem decisões informadas sobre saúde e abordem as desigualdades baseadas em género e identidade no acesso e cuidados de saúde.
O foco principal deste projeto é nas perceções, emoções e comportamentos das pessoas mais velhas em relação aos diferentes desenhos de ruas urbanas. Especificamente, estamos interessados em explorar a perceção de discriminação devido à idade (idadismo), um tópico estudado de uma perspetiva sócio-psicológica. Por conseguinte, a psicologia é a principal área científica para este projeto. No entanto, a natureza multidisciplinar da equipa é uma grande vantagem, criando a oportunidade de investigar mais profundamente os factores de localização das pessoas e utilizar metodologias comummente utilizadas noutros campos (arquitectura, informática) a fim de testar as nossas hipóteses (por exemplo, estudos de realidade virtual).
Informação do Projeto
2023-03-01
2027-02-28
Parceiros do Projeto
- CIS-Iscte (H4A)
- ISTAR-Iscte
- SCML - (Portugal)
O projeto CoSysM3 visa contribuir para o avanço científico na modelação matemática da epidemiologia comportamental, construindo novos modelos híbridos e generalizando resultados e métodos da teoria de sistemas e controlo através da sua aplicação a doenças infeciosas e autoimunes. Os desafios matemáticos a que nos propomos, aplicados a doenças humanas, estão alinhados com os Objetivos 3 e 4 da Agenda 2030 - Saúde e Bem-Estar e Educação de Qualidade. Serão provados resultados teóricos e numéricos, fornecendo soluções para controlar a propagação de epidemias e o tratamento eficaz de algumas doenças autoimunes. Propomos desenvolver uma nova abordagem para a construção de modelos híbridos que permitirá simular cenários epidémicos complexos e o respetivo controlo. O CoSysM3 é um projeto de investigação em Biomatemática, com ênfase em doenças humanas, e contribuirá para a introdução de tópicos de Matemática Aplicada nos 1º, 2º e 3º ciclos de estudo, em alinhamento com o Objetivo 4 da Agenda 2030 - Educação de Qualidade. Serão usadas ferramentas matemáticas para estudar processos biológicos e fornecer soluções ideais para a prevenção e tratamento de doenças humanas. Os principais tópicos de investigação matemática neste projeto são teoria de equações diferenciais (ordinárias, parciais e fracionárias), teoria do controlo ótimo, teoria de sistemas dinâmicos, métodos estatísticos, métodos computacionais e simulações numéricas. Os principais objetivos do projeto são detalhados nas suas quatro tarefas: impacto do comportamento humano no controlo de doenças infeciosas; nova geração de modelos híbridos - autómatos temporais computacionais e sua validação; modelação em multi-escala de doenças autoimunes; controlo ótimo e aplicações a doenças humanas. No CoSysM3 pretende-se estudar a inclusão do comportamento humano nos modelos epidemiológicos. Novos desafios se impõem no controlo da transmissão de doenças devido a mudanças comportamentais na população. Um exemplo é a recusa em vaci...
Informação do Projeto
2023-03-01
2026-04-30
Parceiros do Projeto
- ISTAR-Iscte (MCS)
- UA - Líder (Portugal)
- UMinho - (Portugal)
- SISSA - (Itália)
- NOVA.ID.FCT - (Portugal)
- Université de Nantes - (França)
Há profissões como a arquitectura onde, apesar de tudo o que as mulheres conquistaram, uma hegemonia masculina persiste e não é muito permeável a revoluções de género. Este projecto exploratório visa identificar e descrever a luta das arquitectas na África de língua portuguesa pelo reconhecimento e representação da carreira, como consequência das desigualdades herdadas do passado colonial. A investigação tem continuamente colocado perguntas como: Quem eram as arquitectas que trabalhavam nos antigos territórios coloniais portugueses em África? Qual era a sua origem étnica? Qual era a sua origem profissional e educativa? Quais eram as suas lutas pelo reconhecimento profissional? Com a independência destes novos países, que papéis assumiram estas mulheres arquitectas? O projecto procura preencher uma lacuna na história dos países africanos colonizados por Portugal – Cabo Verde, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe, Angola, e Moçambique – abordando a condição das arquitectas precursoras entendidas como as primeiras profissionais a trabalhar nestes territórios. A oferta de trabalho durante o domínio colonial foi limitada às Obras Públicas Coloniais e aos escritórios familiares. A transição para a independência traria novidades, tais como programas de cooperação e a reforma dos serviços públicos. A investigação considerará estas mudanças na profissão e na cultura arquitectónica, questionando a forma como as mulheres sobreviveram e emergiram em condições de extrema vulnerabilidade laboral, no entanto, por vezes impondo-se pela falta de técnicos. O projecto irá registar 2 períodos históricos: 1953-1974, definidos pelo colonialismo tardio (desde a chegada da primeira arquitecta em África, até à independência africana); 1975-1985, caracterizado como o período pós-independência (a partir da transição governamental, até à primeira mulher formada no curso de Arquitectura na Universidade Agostinho Neto, em Angola). Diferentes tipos de carreiras serão abordados nesta linha cronológica...
Informação do Projeto
2023-03-01
2024-08-31
Parceiros do Projeto
- DINAMIA'CET-Iscte (CT) - Líder
- AHU - (Portugal)
- IPGUL - (Angola)
Os efeitos negativos da institucionalização no funcionamento da criança, especialmente em bebés e crianças pequenas, estão bem documentados, assim como a capacidade de recuperação após o Acolhimento Familiar (AF). No entanto, em Portugal, em 2020, apenas 3% das crianças com medida de promoção e proteção de colocação fora da família de origem, estavam em AF. Em resposta ao apelo Europeu em prole da desinstitucionalização, a lei portuguesa de 2019 veio privilegiar o AF como a principal resposta alternativa para crianças até aos 6 anos de idade. Nesse sentido, iniciou-se, na área metropolitana de Lisboa, um considerável processo de recrutamento, formação e seleção de famílias de acolhimento (FA).Esta mudança para um sistema de AF é exigente, envolvendo serviços altamente especializados para responder às necessidades das FA e das crianças acolhidase, dessa forma, assegurar a sustentabilidade desta resposta social. O desenvolvimento de Modelos de Práticas no Sistema de Promoção e Proteção (MPSPP) pode ser uma solução, por contribuírem para a melhoria da qualidade e reforço da consistência na intervenção. Face à inexistência desse tipo de modelos para o AF em Portugal, o Modelo Integrado de Acolhimento Familiar (MIAF) tem vindo a ser desenvolvido. O MIAF abrange todo o continuum do AF, desde o recrutamento, seleção, avaliação e formação de FA (módulo 1), ao exercício do AF e à transição da criança para um projeto de vida permanente (módulo 2). Esta proposta dá continuidade aos resultados promissores do primeiro estudo piloto e ao processo inicial de implementação do MIAF em curso, tendo por base a investigação sobre inovação social e avaliação de programas.Antes da total implementação de um MPSPP e de testar a sua eficácia, é fulcral proceder à avaliação de processo (i.e., fidelidade) e à avaliação de resultados, para que os ajustamentos necessários possam ser realizados antecipadamente. A investigação sobre avaliação de processo sugere que uma resposta social inovadora r...
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