Lista de Projetos
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As energias renováveis (ER) geram valor a partir das inovações tecnológicas que permitem aumentar a eficiência, diminuir os custos de investimentos, favorecendo a redução da conta final de energia e a dependência energética. Além disso, geram outros benefícios sociais e económicos, geralmente não adequadamente avaliados. A política nacional de energia precisa de avaliá-los para os moldar, possibilitando benefícios ambientais, maximizando os seus papéis sociais locais com base no desenvolvimento, produção, instalação e manutenção de tecnologias de ER, aumentando o acesso à energia, reduzindo custos de energia e conflitos de recursos, permitindo melhorar a qualidade ambiental. Esta investigação avalia o impacto de novos investimentos em capacidade de geração de eletricidade solar e eólica na emissão de gases de efeito estufa (GEE) e outros gases tóxicos nocivos, como o SO2 ou NOx, para a Região Centro de Portugal. O principal contributo é uma avaliação de impacto global, não apenas da perspetiva tradicional do planeamento da geração de energia, mas também considerando custos e benefícios dos aspetos económicos e sociais das externalidades presentes mais relevantes.
A primeira fase do projeto avalia o impacto de novos investimentos em capacidade de geração de energia solar e eólica nos GEE e outras emissões nocivas na Região Centro de Portugal, usando um modelo de planeamento centralizado a ser desenvolvido, com base nos custos de operação e investimento das unidades de geração. Serão considerados os recentes objetivos do Plano Nacional Português de Energia e Clima (PNEC). Esta região foi escolhida devido à sua relevância no setor energético nacional e ao seu potencial de contribuição positiva para os compromissos de eficiência energética e ER da Europa. Nomeadamente, 70% de seu consumo final de eletricidade é baseado em geração renovável, enquanto a média nacional é de 59,1%.
A segunda fase avalia os efeitos locais das suas externalidades mais relevantes, como a red...
A crise global do COVID-19 desencadeou grandes mudanças nas sociedades em todo o mundo, perturbando a forma como vivemos e conduzimos os negócios. Em toda a Europa, as medidas e restrições impostas devido à pandemia levaram a mudanças repentinas em muitos paradigmas, abrindo caminho para novos modelos de negócios e de operação no mercado. Essa rutura dramática acelerou algumas tendências socioeconómicas, que eram visíveis antes da crise do COVID-19, como a adoção de tecnologias sofisticadas e soluções de dados para facilitar modelos de operação centrados no ser humano, inteligentes e sustentáveis; a incorporação da sustentabilidade e da mitigação das alterações climáticas como princípios não negociáveisde operar e fazer negócios e, por último, mas não menos importante, confiar em soluções inteligentes baseadas em dados para orientar a tomada de decisão com otimização do desempenho comercial e da sustentabilidade.
A indústria do turismo é um dos setores económicos globais que sofreu o impacto mais severo da pandemia COVID-19, o que está associado à sua desaceleração económica. Dados da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO) confirmam que a crise atual é responsável por uma queda global nas receitas de exportação de 750-900 biliões de euros e uma perda de empregos diretos estimada entre 100 e 200 milhões. Com a queda dos lucros e a incerteza da retoma de uma estabilidade nos mercados, está em risco a recuperação para breve das pequenas e médias empresas (PMEs) que, segundo a UNWTO, são responsáveis por 80% do turismo global. Com a perda de receitas e, consequentemente, a fuga de talentos para outros setores económicos, as PMEs do turismo têm de levar a cabo a retoma com recursos limitados.
Através da conceção de uma solução tecnológica dinâmica (plataforma) para transferência de conhecimento e troca de experiências disponibilizada a uma rede de clusters de PME do turismo em seis países, este projeto irá demonstrar como a digitalização pode aceler...
Informação do Projeto
2022-01-02
2024-06-30
Parceiros do Projeto
- ISTAR-Iscte
- BRU-Iscte
- IT-Iscte
- EURECAT - Líder (Espanha)
- TICSUD - (Espanha)
- FEHT-Turism - (Espanha)
- - - (Itália)
- ANHER - (Grécia)
- Albanian Trip - (Albânia)
- AUDAX - (Portugal)
Este projeto tem como objetivo principal o estudo dos processos de extradição de criminosos entre países da Europa do Sul e da América do Sul, desde o incremento das mobilidades Atlânticas, na década de 1870, ao início da Segunda Guerra Mundial. Pretende-se, desta forma, contribuir para o estudo da criminalidade transnacional e do desenvolvimento de relações de cooperação diplomática e policial no combate a novas formas de criminalidade, integrando-as numa história global do crime, das vigilâncias e da justiça criminal. A historiografia sobre temas como a repressão ao anarquismo, o tráfico de pessoas ou de droga tem acentuado que, no final do século XIX, os Estados-Nação começaram a ensaiar estratégias de cooperação na repressão de práticas criminais que transcendiam as fronteiras nacionais. Uma das estratégias de cooperação foi a assinatura de acordos que facilitavam a extradição de indivíduos acusados ou condenados por certos crimes e a extradição de indivíduos a partir de uma troca cada vez mais intensa de informação criminal entre autoridades diplomáticas e policiais. Não existe, no entanto, nenhum estudo sobre os indivíduos que foram efetivamente extraditados e os processos que conduziram a essa ação. Por outro lado, geograficamente, a historiografia internacional, tem estado maioritariamente concentrada no Atlântico Norte ou, quando se foca na América Latina, dedicada sobretudo às relações estabelecidas entre Estados nesta região do globo. Esta pesquisa procura colmatar ambas as lacunas. A pesquisa aprofundará o estudo das relações entre Brasil, Portugal, Espanha e Itália. No Brasil, a pesquisa empírica decorrerá nos Arquivos do Itamaraty e Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, em Portugal na Torre do Tombo e no Arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, em Espanha no Archivo del Ministerio de Asuntos Exteriores y Cooperación, em Madrid, e em Itália no Archivio Storico Del Ministero Degli Affari Esteri e Archivio Centrale Dello Stato, em Roma. ...
Informação do Projeto
2022-01-01
2025-12-31
Parceiros do Projeto
- CIES-Iscte
- PUC-RIO - (Brasil)
- UNIRIO - (Brasil)
Os conceitos de literacia e competência digitais têm vindo a ser amplamente discutidos, especialmente quando se lhes associam os conceitos de comunicação e informação. Mantém-se a visão de especificação e operacionalização: que literacias, que competências para uma sociedade educativa e de aprendizagem e como as podemos aferir e desenvolver. A par desta discussão, a Educação a Distância (EaD) e o e-learning têm vindo a ganhar um lugar decisivo nos panoramas educativos. Este trabalho cruza ambas as realidades, focando-se numa análise das competências digitais e infocomunicacionais em ambientes virtuais de aprendizagem. Numa investigação com o cunho de Design-Based Research, e com o objetivo de compreender as várias dimensões de literacia digital em mundos de aprendizagem também digitais, serão analisadas a componente infocomunicacional e de competências digitais de alunos a frequentar unidades curriculares ou cursos em regime de e-learning em instituições de Ensino Superior Português, colmatando assim uma lacuna nos estudos sociológicos.
Orientação:
Susana Henriques (CIES-Iscte)
Informação do Projeto
2022-01-01
2025-12-31
Parceiros do Projeto
Como repetidamente observado no decurso da pandemia COVID-19, marcada pelo lema 'fique em casa', a precariedade habitacional expôs, novamente, desigualdades persistentes. Não obstante, a pandemia revelou também a importância do cuidado: ‘cuidar e ser cuidado' marcou 2020, e a interdependência vivida por todos confirma que as noções sobre cuidado são particularmente relevantes no desenho dos ambientes construídos. Expresso nos resultados do projeto de pesquisa “Como ficar em casa? Intervenções imediatas de combate à COVID-19 em bairros precários da Área Metropolitana de Lisboa”, coordenado por LAGES [LagesJorge20], é urgente abordar a forma como a Arquitectura, enquanto disciplina, pode repensar e integrar a ideia do cuidado no ambiente edificado em resposta às situações de precariedade habitacional. A proposta atual segue esta linha. Cuidar (d)a Habitação explora 4 dimensões do cuidado pelo desenho (design). A primeira [ESPACIAL] radica na ideia de CUIDAR DO ESPAÇO. A segunda [SOCIAL] segue o princípio de que precisamos de CUIDAR DAS PESSOAS. A terceira dimensão, [TÉCNICA], funda-se na ideia de que devemos CONSTRUIR COM CUIDADO, interpelando a forma como nós, enquanto coletivo, cuidamos do planeta [FitzKrasny19]. A última, [POLÍTICA] define o CUIDAR COMO FERRAMENTA. De direito fundamental não cumprido, a oportunidade oferecida pelo plano de recuperação pós-pandémica para Portugal — que prevê acabar com a precariedade habitacional até 2026—, este é o momento de discutir a Habitação para todos, dentro e fora da academia.
Informação do Projeto
2022-01-01
2025-12-31
Parceiros do Projeto
- DINAMIA'CET-Iscte (CT) - Líder
- FAUL - (Portugal)
- IGOT - (Portugal)
Página 96
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