Lista de Projetos
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Nos últimos anos vários acontecimentos abalaram os mercados de capitais em todo o mundo. Escândalos financeiros, falências de bancos, e empresas e Estados sobre-endividados fizeram as notícias na última década. Na sequência destes casos, analistas, políticos e público em geral pressionaram as entidades reguladores a introduzir regulamentação mais rigorosa sobre as empresas (BusW_2001, Merkel_2010). Nos EUA os reguladores introduziram recentemente regras importantes sobre o relato financeiro das empresas.
O objetivo dessas regras é o de promover a eficiência dos mercados de capitais. Porém, os reguladores nem sempre entendem os funcionamento dos negócios, ou detêm os recursos necessários para aplicar e fiscalizar as regras(Coase_1960).
O objetivo deste projeto é investigar se a introdução nos EUA de regulamentação sobre relato financeiro tem efeitos benéficos no mercado de capitais. Em particular, o projeto estuda: regras que exigem à Securities and Exchange Commission(SEC) a revisão periódica dos relatórios financeiros das empresas (SOX408_2002);regras de falência que obrigam as empresas que pretendem reorganizar-se a aplicar normas contabilísticas específicas i.e.Fresh Start Accounting–FSA (FASB852_2009),e regras que solicitam a divulgação de problemas nos sistemas de controlo interno nos relatórios financeiros (SOX302_2002, SOX404_2002).
Este projeto testa empiricamente se estas regras ajudam os agentes económicos na tomada de decisões, nomeadamente:1) se os investidores institucionais desinvestem em empresas que tenham sido identificados pela SEC como tendo deficiências nos relatórios financeiros;2) se o desempenho pós-falência de empresas que aplicam FSA é melhor do que o desempenho de empresas que não aplicam FSA; 3) se os investidores utilizam informação sobre problemas de controlo interno (PCI) nas suas decisões de investimento.
A introdução destas regras gerou um intenso debate nos EUA. Porém, poucos estudos analisam os seus efeitos, principalmente nos d...
Informação do Projeto
2013-06-01
2016-01-30
Parceiros do Projeto
As não-respostas constituem uma das maiores preocupações na realização de sondagens. Qualquer sondagem, independentemente do método de recolha adoptado, é afectada pela dificuldade em contactar e/ou conseguir a colaboração das pessoas. As sondagens por telemóvel não são excepção a esta situação. A recolha e análise de paradados no contexto das sondagens por telemóvel é essencial na investigação das causas e das consequências da não-resposta nos resultados da sondagem. A compreensão do mecanismo gerador de não-respostas e dos seus efeitos é indispensável para a implementação de estratégias eficientes de contacto e para o desenvolvimento de procedimentos de ajustamento dos resultados que minimizem o efeito das não-respostas no erro da sondagem. Este projecto teve três linhas de investigação, correspondentes a três objectivos interligados: (1) Identificar os determinantes mais significativos da não-resposta nas sondagens por telemóvel, de entre um conjunto de factores relativos ao processo da sondagem e a atributos dos elementos da amostra seleccionados, (2) Medir o impacto da não-resposta nos resultados da sondagem - em que medida respondentes e não-respondentes são diferentes e como é que as não-respostas afectam as estimativas da sondagem e (3) Definir mecanismos de ajustamento das respostas para atenuar o efeito das não-respostas.
Informação do Projeto
2012-03-01
2015-02-28
Parceiros do Projeto
Informação do Projeto
2012-01-01
2015-06-30
Parceiros do Projeto
Informação do Projeto
2012-01-01
2014-12-31
Parceiros do Projeto
Neste projecto pretende-se quantificar o fenómeno de desadequação entre educação e ocupação profissional para a economia portuguesa, i.e., o desajustamento entre o nível e o tipo de educação e o mercado de trabalho em Portugal. Pretende-se também determinar especificamente a evolução recente deste fenómeno e o seu impacto na produtividade e nos diferenciais de produtividade entre a economia portuguesa e outras economias desenvolvidas, nomeadamente na União Europeia. O tipo de educação promovido por cada país pode explicar uma parte substancial das diferenças de produtividade. Os trabalhos de Aghion and Howitt (2006); Jones (2008) e Krueger and Kumar (2004) são exemplos de estudos que apresentam resultados que favorecem essa explicação dos diferenciais de rendimento. Este desajustamento pode ser estudado quer na perspectiva da adequação do ensino de âmbito geral e do ensino de âmbito vocacional à estrutura produtiva de um país, quer na adequação dos diversos ramos científicos ao nível do ensino superior a essa estrutura produtiva. Isto levou-nos a pensar que outras características que relacionam o sistema educativo com o sistema produtivo podem também ajudar a explicar as diferenças de produtividade. O principal objectivo deste projecto é o de identificar o papel do nível de desadequação, educação a mais ou a menos na explicação das diferenças de produtividade dentro e entre os países.
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