Ciência-IUL    Autores    Helena Oliveira Isidro    Projetos de Investigação
Helena Oliveira Isidro
217650491 (Ext. 220124)
Gabinete D5.04
Cacifo 96
Projetos de Investigação
Divulgação de informação de instituições financeiras em tempos de crise
A recente crise financeira teve um impacto dramático a nível económico, político e social, em todo o mundo. As instituições financeiras estiveram no epicentro desta tempestade, tendo sido acusadas por investidores, credores e reguladores de despoletar a crise. Ao mesmo tempo as instituições financeiras sofreram efeitos drásticos ao nível da sua performance financeira e reputação pública. Embora a crise seja um fenómeno mundial, o seu impacto foi particularmente evidente em Portugal, onde o sector bancário foi gravemente afetado.  Uma vez que as crises são fenómenos recurrentes, é importante para os investidores, credores, reguladores, e para a sociedade em geral perceber as mudanças que as crises geram no sector financeiro e os mecanismos usados para recuperar das mesmas. O funcionamento eficaz dos mercados financeiros é essencial para o desenvolvimento económico dos páises. Esteprojeto estuda os efeitos da crise de 2008 na divulgação de informação das instituições financeiras em diversos países.  Dois aspetos importantes a levar em consideração no estudo das instituições financeiras são a complexidade dos seus negócios e a existência de regulamentação especifíca. Adicionalmente, existe um crescente nível de divulgação de informação por parte das entidades, devido ao aumento de regulação e ao maior escrutínio público. Quais as alterações na divulgação de informação das instituições financeiras geradas pela crise? Como é que investidores e outros agentes económicos avaliam essa informação? Como é que a mesma influencia os mercados financeiros? E a reputação da banca? A resposta a estas questões é de interesse para os agentes económicos e os responsáveis pelas políticas económicas dos países.  A divulgação de informação, interpretada como a escolha da quantidade e qualidade da informação divulgada, pode ser quantitativa e de orientação financeira ou qualitativa e orientada para stakeholders não financeiros (vertente de responsabilidade social corporativa). Neste pr...
Informação do Projeto
2018-01-15
2018-01-15
Parceiros do Projeto
Capital market effects of financial reporting regulation
Nos últimos anos vários acontecimentos abalaram os mercados de capitais em todo o mundo. Escândalos financeiros, falências de bancos, e empresas e Estados sobre-endividados fizeram as notícias na última década. Na sequência destes casos, analistas, políticos e público em geral pressionaram as entidades reguladores a introduzir regulamentação mais rigorosa sobre as empresas (BusW_2001, Merkel_2010). Nos EUA os reguladores introduziram recentemente regras importantes sobre o relato financeiro das empresas. O objetivo dessas regras é o de promover a eficiência dos mercados de capitais. Porém, os reguladores nem sempre entendem os funcionamento dos negócios, ou detêm os recursos necessários para aplicar e fiscalizar as regras(Coase_1960). O objetivo deste projeto é investigar se a introdução nos EUA de regulamentação sobre relato financeiro tem efeitos benéficos no mercado de capitais. Em particular, o projeto estuda: regras que exigem à Securities and Exchange Commission(SEC) a revisão periódica dos relatórios financeiros das empresas (SOX408_2002);regras de falência que obrigam as empresas que pretendem reorganizar-se a aplicar normas contabilísticas específicas i.e.Fresh Start Accounting–FSA (FASB852_2009),e regras que solicitam a divulgação de problemas nos sistemas de controlo interno nos relatórios financeiros (SOX302_2002, SOX404_2002). Este projeto testa empiricamente se estas regras ajudam os agentes económicos na tomada de decisões, nomeadamente:1) se os investidores institucionais desinvestem em empresas que tenham sido identificados pela SEC como tendo deficiências nos relatórios financeiros;2) se o desempenho pós-falência de empresas que aplicam FSA é melhor do que o desempenho de empresas que não aplicam FSA; 3) se os investidores utilizam informação sobre problemas de controlo interno (PCI) nas suas decisões de investimento. A introdução destas regras gerou um intenso debate nos EUA. Porém, poucos estudos analisam os seus efeitos, principalmente nos d...
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2013-06-01
2016-01-30
Parceiros do Projeto
Determinants and economic consequences of non-GAAP financial reporting in Europe
O anúncio público dos resultados das empresas usualmente inclui mais informação do que os resultados calculados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites (PCGA). É frequente os gestores divulgarem outras medidas financeiras, criadas internamente, designadas de medidas financeiras alternativas ou ‘non-GAAP’. Um estudo do EFRAG (European Financial Reporting Advisory Group, um organismo da União Europeia dedicado a questões de relato financeiro) de 2006 revela que 68% das empresas divulgam medidas ‘non-GAAP’ no Reino Unido. Essa percentagem é 62% na Alemanha e 76% em França. Nos EUA a divulgação destas medidas é também práctica corrente (Marques 2006).  Os gestores defendem que as medidas financeiras alternativas representam os verdadeiros resultados permanentes da empresa, que não são capturados pelos rígidos PCGA. Os críticos destas medidas chamam-lhes ‘resultados antes das más actividades’ e defendem que elas induzem os utilizadores em erro. Os estudos académicos encontram evidência que suporta ambas as hipóteses.  Black&Christensen (2007) mostra que os gestores escolhem oportunisticamente as medidas ‘non-GAAP’ enquanto Brown&Sivakumar (2003) indica que esta informação é relevante para os investidores.  Nos EUA a divulgação voluntária de medidas ‘non-GAAP’ foi regulada pela Securities Exchange and Commission (SEC) em 2003. A intenção deste regulador era reduzir a divulgação de informação que possa induzir os seus utilizadores em erro. Após 2003 a frequência de divulgação destas medidas diminuiu significantemente (Marques 2006).  Na Europa, com a excepção do Reino Unido, não existem regras sobre a divulgação de medidas ‘non-GAAP’. Na maioria dos países europeus os gestores não necessitam de explicar estes valores, o que indicia um elevado grau de descrição sobre a informação financeira apresentada. Um estudo piloto de Isidro&Marques (2008) revela que a divulgação de medidas ‘non-GAAP’ na Europa é frequente mas varia com as caracte...
Informação do Projeto
2010-04-01
2013-06-30
Parceiros do Projeto
Developing and extending regime switching models in finance and accounting
Finanças e Contabilidade são duas áreas de investigação em Gestão que assistiram a importantes desenvolvimentos metodológicos nos últimos anos. Por exemplo em Finanças a sofisticação técnica levou ao desenvolvimento de muitos modelos que permitem resolver muitos aspectos da gestão de carteiras e de risco. Apesar do progresso registado, ainda existem muitos aspectos práticos por resolver. Por exemplo, é bem conhecido que as variáveis financeiras e económicas apresentam tendências cíclicas, como seja a existência de períodos de recessão e expansão ou mercados ‘bear’ e ‘bull’. Os modelos com mudança de regime (MMR), que permitem modelar estes cenários, têm sido aplicados com sucesso a muitos dados cronológicos, desde taxas de juro a índices bolsistas. Apesar disso, estes modelos apresentam limitações como sejam a complexidade da sua estimação e aumento rápido do número de parâmetros em função do número de regimes. Além disso, quando aplicados a dados em painel (por exemplo a mais do que um índice bolsista), tem sido assumido o mesmo regime para todos os valores cross-seccionais nesse mesmo ponto temporal o que não permite diferenciar os mercados. Recentemente Dias et al. (2008, 2009) generalizaram o modelo de mudança de regime (Hamilton, 1989) para dados em painel (MMRP). Contudo, a aplicação desta metodologia a variáveis financeiras e contabilísticas, não tem em atenção algumas características importantes destes dados como seja a persistência e clusters de volatilidade. Este projecto visa generalizar o modelo de mudança de regime em painel incorporando uma componente autogressiva para as variâncias condicionais (modelo GARCH) que tem em atenção simultaneamente o regime temporal e o cluster a que pertence cada sucessão cronológica. Ambos os modelos permitem modelar estruturas não lineares utilizando modelos heterogéneos (e mudanças estruturais nas sucessões cronológicas). Esta abordagem tem facilmente em linha de conta características específicas dos dados longitudinai...
Informação do Projeto
2010-01-01
2013-07-11
Parceiros do Projeto