Lista de Projetos
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Esta pesquisa tem como objetivo analisar a forma como a sociedade e os poderes percecionaram e lidaram com a homossexualidade em Portugal entre 1912 e 1936. Explora-se a repressão jurídica, os discursos intelectuais e científicos e a representação social, realizando-se um estudo da discriminação em uma perspetiva mais alargada. A análise da documentação de origem diversa busca identificar como teorias e discursos influenciaram e moldaram as ações dos centros de poder na nova república. Leva-se em consideração as diferentes dinâmicas políticas ao longo do tempo, destacando como mudanças na lei perpetuaram formas de persecução e controlo social. Investiga-se a transição da criminalização do ato para o indivíduo, as práticas de coação e ressocialização, a atuação policial, influências religiosas e o impacto dos discursos na opinião pública. O objetivo é esclarecer as relações entre discursos e práticas repressivas, colaborando para um estudo mais amplo da história social, política e cultural portuguesa.
Orientação: Maria João Vaz (CIES-Iscte)
Informação do Projeto
2024-10-01
2028-09-30
Parceiros do Projeto
O projeto InMAP: Memórias e Arquivos: Mapear o (In)tangível irá mapear e analisar a situação dos arquivos de memória criados nas últimas duas décadas por instituições ligadas ao património (e.g., museus, bibliotecas, arquivos, universidades, associações). Para além de uma caracterização destes arquivos de memória recente (e.g. arquivos que documentam o património imaterial e a história oral), é essencial compreender a escala e a extensão das barreiras à preservação e acesso destes acervos. O diagnóstico e a identificação das necessidades e desafios deste panorama irá permitir o desenvolvimento de orientações no campo das políticas públicas.
A equipa nuclear é constituída por Ana Carvalho (IR), Paulo Batista (Co-IR), Armando Quintas, Dália Guerreiro e Fernando Gameiro.
O projeto inclui a participação de duas instituições colaborativas: o Património Cultural, I.P (ex-Direção-Geral do Património Cultural), através de Ana Saraiva, e o Observatório Português das Actividades Culturais, através de José Soares Neves, e ainda de um consultor: Alexandre Matos (Sistemas do Futuro/Universidade do Porto).
O projeto InMAP terá também o apoio da Cátedra UNESCO em Património Imaterial e Saber-fazer Tradicional: Ligando Patrimónios da Universidade de Évora.
Informação do Projeto
2024-09-18
2025-09-17
Parceiros do Projeto
- CIES-Iscte
- UEvora - Líder (Portugal)
- Património Cultural, I.P - (Portugal)
Portugal debate-se atualmente com uma grave crise habitacional, ainda que apresentando contornos diferentes da situação vivida em Abril de 1974, e que levou à ocupação ilegal de casas em bairros ainda em construção, como é o caso do bairro das Amendoeiras. Embora exista alguma documentação e conhecimento produzido sobre o bairro, o interior das casas e a forma como elas testemunharam as mudanças socioeconómicas e políticas em 50 anos de democracia continua por explorar, tal como como a invisibilidade persistente do papel das mulheres em todo o processo. Este projeto tem por objetivo geral dar visibilidade às dinâmicas espaciais, económicas, sociais, políticas e identitárias do bairro das Amendoeiras, também conhecido por Zona I de Chelas, em Lisboa.
Informação do Projeto
2024-09-16
2026-09-15
Parceiros do Projeto
- DINAMIA'CET-Iscte (CT) - Líder
- AMBA - (Portugal)
O projeto visa desenvolver e apoiar a implementação de um sistema de monitorização e avaliação da CAF no 2.º ciclo em curso no âmbito do programa Crescer a Tempo Inteiro do Município de Cascais, no decurso do ano letivo de 2024/2025. Prevê-se a participação de 10 CAF, que abrangem cerca de 500 estudantes.
O populismo e o politicamente correto têm vindo a ganhar preponderâncias mas sociedades ocidentais e consequentemente em Portugal.
Podemos verificar esse fenómeno no aumento ao apoio à força política de direita radical nas eleições portuguesas de 2019, 2022 e de 2024. Desta forma, propomo-nos, num estudo exploratório, a averiguar como determinados fatores sociais, políticos e a concordância com atitudes populistas podem influenciar a discordância com o politicamente correto. Realizamos um inquérito online à população maior de idade, residente no concelho de Lisboa, tendo obtido 225 respostas válidas, posteriormente, recorremos a uma regressão linear múltipla, para a análise dos dados.
Foi possível observar que as pessoas que não se consideram feministas; que preferem ser representadas por um cidadão do que por um político; que defendem que os políticos falam demasiado e fazem pouco; que os políticos no Parlamento deveriam reger-se pela vontade das pessoas e que percecionam negativamente o efeito da imigração na economia social, são mais propensas a discordar do politicamente correto.
Estes resultados podem dever-se aos tópicos do discurso da direita radical populista em Portugal, porém estudos futuros são necessários para poder compreender estes resultados.
Supervisão: Guya Accornero
Informação do Projeto
2024-09-09
2024-12-09
Parceiros do Projeto
Página 35
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